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A poesia que bate o ponto: livro de estreia de Caio Martim expõe a tensão entre trabalho corporativo e criação poética em “dia útil”

  • Foto do escritor: Mábia Almeida
    Mábia Almeida
  • há 14 minutos
  • 1 min de leitura

Obra publicada pela editora Mondru apresenta um eu-lírico diluído entre planilhas e versos, explorando a erosão dos sonhos e a resistência da arte no cotidiano do trabalho


Caio Martim, turismólogo e poeta nascido em Cajamar (SP), lança seu primeiro livro, “dia útil”. A obra costura as experiências de um eu-lírico múltiplo, capturado na simbiose entre a rotina corporativa e a pulsão criativa. O livro é estruturado como um vira-vira, sem começo ou fim fixos, permitindo que o leitor adentre por dois lados – “corpo_ativo” ou “poemática” – e vivencie a mesma tensão central de perspectivas diferentes.


Nascido da crise identitária e do isolamento vividos durante a pandemia, enquanto atuava no setor do turismo, “dia útil” é um registro íntimo do conflito entre a necessidade de ser produtivo e o desejo de criar.


“O livro nasceu desse processo de entender qual é o meio-termo entre esses dois polos”, explica Caio. “O que significa ser artista enquanto preciso trabalhar para pagar as contas, e de como minha cabeça oscilou: às vezes conformado, outras vezes revoltado.


Com um estilo que define como “conciso, observacional e ancorado no cotidiano”, Caio convida o leitor a enxergar a poesia que habita os intervalos do expediente, as frestas das planilhas e o silêncio ensurdecedor da rotina. “Dia útil” é um testemunho de que arte e trabalho não são dimensões opostas, mas realidades que se atravessam, se contaminam e, muitas vezes, se sustentam, mesmo sob tensão.



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