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Ditadura, ciência e juventude se cruzam em romance YA de ficção científica de Danilo Heitor

  • Foto do escritor: Mábia Almeida
    Mábia Almeida
  • há 5 horas
  • 2 min de leitura

Em “Projeto Futuro”, duas adolescentes descobrem um experimento secreto iniciado na ditadura e retomado no presente, em uma trama que une memória política, ética científica e protagonismo juvenil.


No novo livro Projeto Futuro, o escritor paulistano Danilo Heitor une ficção científica, memória política e protagonismo juvenil para revisitar um dos períodos mais violentos da história brasileira: a ditadura militar.


Voltado ao público jovem-adulto, o romance acompanha Soraia e Leilane, duas adolescentes no fim do ensino médio, que descobrem que o pai de Soraia, coordenador de Física de um Instituto de Pesquisa e Tecnologia, está ligado a um projeto secreto iniciado durante o regime militar, que usava presos políticos como cobaias. O pior: décadas depois, o projeto volta a ser colocado em prática por meio de alianças inescrupulosas dentro da própria instituição.


À medida que as duas jovens se aprofundam na investigação, percebem que têm em mãos a chance de revelar ao mundo a verdade por trás do Projeto Futuro. Para isso, precisarão traçar um plano capaz de interferir não apenas no presente, mas também no passado e no futuro, ainda que isso signifique enfrentar dilemas éticos, riscos pessoais e os limites entre legalidade e justiça.


Projeto Futuro (Crédito: Divulgação)
Projeto Futuro (Crédito: Divulgação)


Prêmio Kindle de Literatura Jovem


Projeto Futuro foi desenvolvido de forma intensa e coletiva. Embora a concepção do livro tenha levado quase um ano, a escrita aconteceu em apenas dez dias, com um capítulo por dia, acompanhado por um grupo de leitores que comentava e sugeria caminhos para a trama. “Escrever, para mim, é sempre um ato coletivo”, resume Danilo.


Além da denúncia histórica, o romance aborda temas como amizade, luto, amadurecimento, ética científica e a urgência de questionar estruturas de poder. A obra parte de uma pergunta central que atravessa toda a narrativa: diante de crimes contra a humanidade, é legítimo romper regras e convenções sociais, ou devemos confiar nas instituições mesmo quando elas estão comprometidas com a violência?


Disponível atualmente em formato digital, Projeto Futuro concorre ao Prêmio Kindle de Literatura Jovem. Caso seja selecionado, será publicado pela HarperCollins. Caso contrário, o autor planeja o lançamento da edição física por sua própria editora, País Nenhum, criada em 2025 com o objetivo de publicar obras e perspectivas do Sul Global.






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