top of page

Escritora Sarah Munck lança “Esquecemos os nomes dos pássaros”, uma obra poética de resistência e memória

  • Foto do escritor: Mábia Almeida
    Mábia Almeida
  • há 51 minutos
  • 2 min de leitura

Livro da poeta e professora mineira conta com acessibilidade com vídeos, declamação em voz e interpretação em Libras



“Esquecemos os nomes dos pássaros” é o novo livro da poeta e professora Sarah Munck. A obra constrói uma narrativa poética engajada com as dores coletivas e as resistências íntimas, colocando a linguagem a serviço da memória e da denúncia. O texto da quarta capa é assinado pela escritora Mírian Freitas e o posfácio pela escritora Gisela Maria Bester.


Com uma escrita que transita entre o lírico e o político, Sarah tece versos que dão corpo a experiências historicamente silenciadas. O livro é atravessado por vozes femininas, memórias de guerra, violências cotidianas e a urgência de não esquecer. “Busquei construir um tecido de imagens que se expandem entre o íntimo e o político, revelando as marcas da violência, da guerra e da desigualdade social”, explica a autora.


A publicação foi viabilizada pelo Edital Murilão do Programa Cultural Murilo Mendes, da Fundação Cultural Ferreira Lage (FUNALFA), pela parceria com a Provérbio Editora, ambos sediados em Juiz de Fora, cidade natal da autora". O edital se destaca pela questão da acessibilidade — por meio do QR code localizado na capa, o leitor terá acesso a uma pasta que contém a audiodescrição da capa, vídeos com voz e a interpretação em Libras de todos os poemas. A declamação dos poemas foi feita pela própria autora e a interpretação em Libras foi realizada por uma profissional da área. 


Além de Anne Frank, a autora estabelece diálogos literários e filosóficos com Walter Benjamin, Heba Abu Nada, Federico García Lorca e Maria Teresa León, entre outras vozes. Essas referências ampliam o alcance da obra, que se propõe a “interceptar e realocar a palavra como um abrigo para as memórias feridas”.


Sarah reflete: “Acredito que a poesia pode preservar o humano em meio à perversidade. Por isso, minha escrita busca unir crítica e lirismo, política e afeto, denúncia e consolo”.


Escrever como um ato ético e estético


Segundo a autora, o processo de escrita do livro foi intenso e imersivo. “Foram meses de mergulho e vigília, em que a palavra se tornou refúgio e denúncia, gesto de empatia e de reconstrução”, conta. “Ao final desse percurso, compreendi que escrever não é apenas um ato estético, mas também ético, uma tentativa de restaurar sentido e humanidade em um tempo que tantas vezes parece perdê-los”.


Esquecemos os nomes dos pássaros se afirma, assim, como um manifesto poético e ético, que transforma a experiência da violência em palavra viva, denuncia a indiferença e reafirma a potência da arte como forma de sobrevivência e de recomeço. Nas palavras da poeta, "é preciso reconhecer os pássaros, de seu canto e voo diante das ruínas”.




Comentários


  • Instagram
  • Twitter ícone social
  • Facebook ícone social
  • Pinterest
Palavra "Papo de Arte" escrita com letras pretas e em cor de fundo amarelo

 

Papo de Arte

bottom of page